G. FOGAÇA nasceu em Goiás, no ano de 1967.
"Fogaça, um artista expressionista, não limita a sua obra a um arremedo de casas e árvores coloridas e atonais. Ele supera o mundo das paisagens a ponto de torná-las vivas diante da gente. Em seus quadros, é possível ver o vento balançando as ramagens, e as pessoas caminhando no silêncio das montanhas
Fogaça é, sem sombra de dúvida, um artista cuja arte está na capacidade de perpetuar o comum, a ponto de torná-lo exemplar do mundo. Suas cores vibrantes, suas montanhas mineiras e suas casas erguidas nos ombros das serras, são apenas exemplos de sua capacidade de tornar as paisagens um mundo pequeno, cheio de gente e de desejos.
Para Fogaça, o importante é saber que tudo o que respira tem vida; que tudo o que tem cor também tem vida. Ao retratar paisagens, ele não faz somente com o intuito de registrar na História a passagem do homem pela Terra. Faz mais: quer que todos sintam a necessidade de ver em outras dimensões um mundo mais alegre e menos nevrálgico.
Buscar somente paisagens na obra de Fogaça é reduzir toda sua preocupação com o mundo. Fogaça é um reinventor do lirismo das montanhas e suas casas pobres e mágicas. É um artista que não mede esforço para ver tudo numa moldura do tempo. Nas suas paisagens, Deus está em todos os lugares. Até na transparência do ar."
Marshall Suzekind (Professor Universitário em Londres e crítico de Arte)
"A arte de G.Fogaça não é um paradigma da paisagem bucólica que apenas nos enche os olhos de prazer. G.Fogaça vai mais além, quando congela momentos atemporais de um tempo que se foi , mas que fica. Suas cores balançam no infinito, como se o mundo não fosse apenas o mundo, mas um punhado de universos. G.Fogaça é um adaptador do tempo. Usa sua geografia como se ela fosse única. Como se os pincéis já soubessem a necessidade de pintar formas e conteúdos vivos, que nos animam para a vida.
Pintar, para G.Fogaça, é se embebedar de vida. Andar solto na extensão do universo, gravar no inconsciente do seu público a firmeza da vida.
Catar imagens de G.Fogaça e estampá-las em nossos olhos, é doar felicidade. Para o artista, uma aclamação de que sua vida não foi inútil."
Ulisses Aesse - Jornalista, escritor e crítico de Arte